Carregando...

    • Início
    • Autismo pode ser fruto da evolução biológica do cérebro humano, dizem cientistas

    Pesquisadores sugerem que o autismo pode estar ligado ao processo evolutivo do cérebro humano, propondo que certas características do espectro autista, como a hiperconectividade em áreas específicas e habilidades cognitivas aguçadas, representem adaptações que favoreceram o desenvolvimento da inteligência e de habilidades especializadas ao longo da história da nossa espécie. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net, assina o comentario.

    • Data :25/01/2026
    • Categoria :

    “Autismo pode ser fruto da evolução biológica do cérebro humano, dizem cientistas.”

    Resumo da Notícia

    Pesquisadores sugerem que o autismo pode estar ligado ao processo evolutivo do cérebro humano, propondo que certas características do espectro autista, como a hiperconectividade em áreas específicas e habilidades cognitivas aguçadas, representem adaptações que favoreceram o desenvolvimento da inteligência e de habilidades especializadas ao longo da história da nossa espécie. A visão científica busca transcender a ideia de que o autismo é meramente um erro biológico ou um transtorno, encarando-o como uma manifestação da diversidade funcional da nossa estrutura cerebral, que permitiu avanços únicos em áreas como o reconhecimento de padrões e a memória.

    Acesse a notícia completa no link: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/01/10/autismo-pode-ser-fruto-da-evolucao-biologica-do-cerebro-humano-dizem-cientistas.ghtml

    Comentário

    É com satisfação que observamos a Ciência caminhar para o encontro das verdades espirituais com que a Doutrina Espírita nos consola há mais de um século. A ideia de que o autismo possa ser fruto da evolução biológica do cérebro ressoa profundamente com o que aprendemos sobre a jornada da alma. O Espiritismo nos ensina que nada na Natureza acontece por acaso e que o corpo físico é o reflexo fiel das necessidades e conquistas do Espírito imortal. Como nos explica André Luiz, na obra “Evolução em Dois Mundos”, no capítulo 9, o cérebro não é um gerador de vida por si só, mas sim o instrumento da mente: “O cérebro é o órgão sagrado de manifestação da mente, em trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana”.

    Ao analisarmos o autismo sob esta perspectiva, percebemos que o que a Ciência agora chama de “adaptação evolutiva”, nós entendemos como o esforço do Espírito para ajustar e aprimorar sua ferramenta de trabalho. O cérebro humano é uma construção trabalhosa de milênios, e cada Espírito, ao reencarnar, molda esse instrumento conforme o aprendizado que precisa realizar. No capítulo 4 da obra “No Mundo Maior”, novamente, André Luiz compara o cérebro a um castelo de três andares, onde o andar superior, representado pelos lobos frontais, é a moradia das noções superiores e do ideal: “Nos planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no esforço de ascensão”. No caso das pessoas com autismo, essa “hiperconectividade” ou especialização cognitiva pode ser vista como uma focalização das energias da alma em determinadas potências do espírito, permitindo-lhes enxergar o mundo com uma profundidade que a mente comum ainda não alcança.

    Essa notícia nos convida a exercer uma das mais belas virtudes cristãs: o respeito à diversidade das almas. Muitas vezes, famílias que convivem com o autismo enfrentam desafios diários que exigem paciência e renúncia, mas é preciso enxergar que cada ser traz uma contribuição única para o progresso coletivo. Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 804, esclarece-nos sobre essa desigualdade de aptidões: “Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro”. Assim, o autismo deixa de ser visto como um “transtorno” para ser compreendido como uma forma diferente e valiosa de estar no mundo, uma peça essencial na grande engrenagem da evolução humana.

    No dia a dia, aplicar esses princípios significa transformar o nosso olhar. Quando encontramos uma criança ou um adulto no espectro autista, não devemos ver uma limitação, mas um Espírito eterno em pleno exercício de suas faculdades, muitas vezes operando em frequências mentais que ainda estamos aprendendo a decifrar. O acolhimento e o amor são o “adubo estimulante”, como diria Hermínio Miranda, que ajuda essas árvores preciosas a crescerem e darem seus frutos de inteligência e sensibilidade. O autismo, portanto, pode ser sim um degrau da evolução, lembrando-nos de que o cérebro é apenas o teclado e que a música sublime vem sempre da alma, que é imortal e está em constante progresso rumo à luz. Sejamos, em nossos lares e comunidades, os incentivadores dessa diversidade, pois nela reside a riqueza da criação divina.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net