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    • “Ela toma 26 remédios por dia”: a vida das crianças vítimas do zika vírus, dez anos depois

    Uma década após a epidemia do vírus zika no Brasil, famílias de crianças nascidas com a síndrome congênita e microcefalia enfrentam rotinas complexas de cuidados em saúde e assistência social. Atualmente na fase da pré-adolescência, essas crianças apresentam sequelas motoras e neurológicas graves que demandam tratamentos constantes, procedimentos cirúrgicos e o uso diário de múltiplos medicamentos.Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :20/10/2026
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    “Ela toma 26 remédios por dia”: a vida das crianças vítimas do zika vírus, dez anos depois

    Gestante acaricia a barriga durante a gravidez, em pé, usando blusa branca e calça jeans. No canto inferior esquerdo, destaca-se o logotipo azul 'Espnet'

    Resumo da Notícia:

    Uma década após a epidemia do vírus zika no Brasil, famílias de crianças nascidas com a síndrome congênita e microcefalia enfrentam rotinas complexas de cuidados em saúde e assistência social. Atualmente na fase da pré-adolescência, essas crianças apresentam sequelas motoras e neurológicas graves que demandam tratamentos constantes, procedimentos cirúrgicos e o uso diário de múltiplos medicamentos. A dedicação diária permanece concentrada prioritariamente nas mães, destacando desigualdades de gênero e de renda. Associações organizadas por familiares atuam para garantir suporte terapêutico e manutenção de direitos plenos, enquanto especialistas alertam para a necessidade de atenção contínua e prevenção contra o surgimento de novos casos.

    Acesse a notícia completa no link: https://saude.abril.com.br/medicina/ela-toma-26-remedios-por-dia-a-vida-das-criancas-vitimas-do-zika-virus-dez-anos-depois

    Comentário sobre a notícia:

    Dez anos se passaram desde que o Brasil acompanhou, com apreensão, o avanço do vírus zika e o nascimento de milhares de crianças com microcefalia. O noticiário mudou de assunto, as manchetes foram substituídas por outras urgências, mas a vida daquelas famílias seguiu. Jhulia, Letícia, Samyra e tantas outras crianças cresceram. Hoje, na pré-adolescência, continuam a depender de cuidados intensos, de remédios contados um a um, de consultas e cirurgias que não cessam. E, ao lado delas, seguem mães que aprenderam a ser enfermeiras, fisioterapeutas e advogadas de seus filhos, muitas vezes sem rede de apoio e sem descanso.

    A Doutrina Espírita ensina que o corpo é instrumento temporário da alma, e que as limitações físicas não definem o valor de ninguém. Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo 5, item 9, Allan Kardec esclarece que nem todo sofrimento deriva de falhas cometidas em tempos passados. Muitas vezes, são escolhas feitas antes de renascer na Terra para acelerar o aprendizado e fortalecer o espírito. As limitações da infância, vistas por esse ângulo, não são castigo, mas recurso de evolução. O espírito encontra na experiência da matéria o ambiente para ajustar suas energias e seguir em frente.

    O Espírito Emmanuel, na obra “Pensamento e Vida”, capítulo 11, ressalta que limitações desde o nascimento representam marcas de situações delicadas vivenciadas no passado, reforçando o entendimento de que não há acaso determinando o destino dessa ou daquela vida. O organismo mais frágil atua como verdadeiro recurso de amparo, recebendo e equilibrando as desarmonias do corpo espiritual para que a saúde real da alma seja restaurada aos poucos. Há um cuidado silencioso acontecendo ali, que os olhos não veem, mas que a vida espiritual registra.

    A rotina dessas famílias também demonstra o quanto a solidariedade é necessária. O Espiritismo não separa a fé da ação prática. Em “O Consolador”, questão 204, Emmanuel lembra que o avanço intelectual precisa caminhar junto com a elevação moral. Uma sociedade que desenvolve tecnologias sofisticadas, mas deixa mães sozinhas com filhos doentes, ainda tem muito a aprender sobre compaixão. As associações formadas por familiares, como a aBRAÇO à Microcefalia, são exemplos vivos de que a união transforma realidades. Quando pessoas se organizam para garantir direitos, apoio e dignidade, o bem se materializa em gestos concretos.

    As marcas do corpo físico jamais reduzem o valor ou a integridade da alma encarnada, que mantém sua essência intacta e voltada para a felicidade. Cuidar de quem precisa de atenção especial é um dever amoroso que fortalece quem recebe e renova quem doa. A autora Joanna de Ângelis, no livro “S.O.S. Família”, capítulo 24, ensina que o dever diante de um filho que necessita de atenção constante é acolhê-lo com carinho e dedicação, lembrando que esse suporte mútuo gera crescimento para todos. O apoio da comunidade e a solidariedade entre vizinhos ajudam a aliviar o peso dos dias mais difíceis.

    A notícia também traz um alerta que não pode ser esquecido: a prevenção. Especialistas lembram que novos casos podem surgir se a atenção sanitária for negligenciada. Cuidar do próximo é uma responsabilidade coletiva. Oferecer auxílio material, médico e afetuoso às famílias que necessitam é colocar em prática a cooperação e o respeito à vida. Ao estender a mão aos que atravessam longas etapas de superação, a sociedade constrói caminhos de fraternidade e paz, sabendo que as dificuldades da jornada humana passam, mas o bem praticado permanece registrado para sempre na memória do espírito imortal.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net