O Tratamento da Família na Dependência Química
Introdução
A inclusão da família no tratamento de dependentes químicos tem sido
consideravelmente estudada, no entanto, não existe um consenso sobre o tipo de
abordagem a ser utilizado, dentre as várias propostas. A literatura tem
concluído que a terapia familiar e de casal produzem melhor desfecho quando
comparada com famílias que não são incluídas no tratamento1,2. Dentro
deste contexto, três modelos teóricos têm dominado a conceitualização das
intervenções familiares em dependência química: o modelo da doença familiar; o
sistêmico e o comportamental.
O modelo de doença familiar considera o alcoolismo ou o uso nocivo de drogas
como uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a família. Esta
idéia teve origem nos Alcoólicos Anônimos, em meados de 1940, através dos livros
de Black3 e Wegsheider4 que descrevem a criança que cresce
em uma família que possui histórico familiar de alcoolismo e como as suas
expectativas influenciarão seu comportamento adulto. Mais recentemente, estudos
têm focado que a doença do alcoolismo manifesta sintomas específicos nas esposas
e companheiros de dependentes químicos, dando origem ao conceito de
co-dependência5,6, embora este tenha recebido críticas7,8,9.
Este modelo envolve o tratamento dos familiares sem a presença do dependente
(Grupos de Al-Anon), que consiste em grupos de auto-ajuda com o objetivo de
entender os efeitos do consumo de álcool e drogas por parte dos dependentes nos
familiares e como reparar o que a convivência com um dependente faz na família,
seguindo os princípios do AA.
Até o presente, momento a produção científica é limitada neste tipo de abordagem10.
No entanto, as intervenções familiares baseadas neste modelo são muito comuns em
programas de tratamento em dependência química e produzem forte impacto na
opinião pública.
O modelo sistêmico considera a família como um sistema, em que se mantém um
equilíbrio dinâmico entre o uso de substâncias e o funcionamento familiar. Em
meados de 1970 a 1980, este modelo passou a exercer grande influência entre
profissionais de saúde no tratamento da dependência química. Na perspectiva
sistêmica, um dependente químico exerce uma importante função na família, que se
organiza de modo a atingir uma homeostase dentro do sistema, mesmo que para isso
a dependência química faça parte do seu funcionamento e muitas vezes, a
sobriedade pode afetar tal homeostase. O terapeuta utiliza varias técnicas para
clarificar o funcionamento familiar e promover mudanças de padrões e interações
familiares.
Pesquisas sobre esta abordagem têm mostrado efeitos benéficos na interação
familiar e conseqüentemente no comportamento aditivo4,11,12,13,14,15.
O modelo comportamental baseia-se na teoria da aprendizagem e assume que as
interações familiares podem reforçar o comportamento de consumo de álcool e
drogas. O princípio é que os comportamentos são apreendidos e mantidos dentro de
um esquema de reforçamento positivo e negativo nas interações familiares. Inclui
a teoria da aprendizagem social, modelo do comportamento operante e
condicionamento clássico, incluindo os processos cognitivos16. Este
modelo tem propiciado a observação de alguns padrões típicos observados nas
famílias, tais como: reforçamento do beber como uma maneira de obter atenção e
cuidados; amparo e proteção do dependente de álcool quando relata conseqüências
e experiências negativas decorrentes do hábito de beber; punição do
comportamento de beber17,18. O tratamento tem como objetivo a
modificação do comportamento da esposa ou das interações familiares que podem
servir como um estímulo para o consumo nocivo de álcool ou desencadeadores de
recaídas, melhorando a comunicação familiar, a habilidade de resolver problemas
e fortalecendo estratégias de enfrentamento que estimulam a sobriedade. Vários
estudos referentes a este modelo descreveram desfechos melhores e redução na
utilização da substância de abuso14,19,20,21,22,23,24.
Já a abordagem cognitiva-comportamental mescla técnicas da escola comportamental
e da linha cognitiva. Esta abordagem reza que o afeto e o comportamento são
determinados pela cognição que a família tem a cerca da dependência química,
sendo esta cognição disfuncional ou não. O foco é reestruturar as cognições
disfuncionais através da resolução de problemas, objetivando dotar a família de
estratégias para perceber e responder as situações de forma funcional.
Características Presentes em Famílias de Dependentes Químicos
O impacto que
a família sofre com o uso de drogas por um de seus membros é correspondente as
reações que vão ocorrendo com o sujeito que a utiliza25. Este impacto
pode ser descrito através de quatro estágios pelos quais a família
progressivamente passa sob a influência das drogas e álcool:
1. Na primeira etapa, é preponderantemente o mecanismo de negação. Ocorre tensão
e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e
sentem.
2. Em um segundo momento, a família demonstra muita preocupação com essa
questão, tentando controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências
físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social. Mentiras e
cumplicidades relativas ao uso abusivo de álcool e drogas instauram um clima de
segredo familiar. A regra é não falar do assunto, mantendo a ilusão de que as
drogas e álcool não estão causando problemas na família.
3. Na terceira fase, a desorganização da família é enorme. Seus membros assumem
papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem
responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico perde a
oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum
ocorrer uma inversão de papéis e funções, como por exemplo, a esposa que passa a
assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência o alcoolismo do
marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em conseqüência do
uso de drogas da mãe.
4. O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir
graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação
fica insustentável, levando ao afastamento entre os membros gerando
desestruturação familiar.
Embora tais estágios definam um padrão da evolução do impacto das substâncias,
não se pode afirmar que em todas as famílias o processo será o mesmo, mas
indubitavelmente existe uma tendência dos familiares de se sentirem culpados e
envergonhados por estar nesta situação. Muitas vezes, devido a estes
sentimentos, a família demora muito tempo para admitir o problema e procurar
ajuda externa e profissional, o que corrobora para agravar o desfecho do caso.
E os filhos?
Crescer em uma
família que possui um dependente químico é sempre um desafio, principalmente
quando falamos do contato direto de crianças e adolescentes com esta realidade.
Filhos de dependentes químicos apresentam risco aumentado para transtornos
psiquiátricos, desenvolvimento de problemas físico-emocionais e dificuldades
escolares. Dentre os transtornos psiquiátricos, apresentam um risco aumentado
para o consumo de substâncias psicoativas quando comparado com filhos de não
dependentes químicos, sendo que filhos de dependentes de álcool têm um risco
aumentado em 4 vezes para o desenvolvimento do alcoolismo26,27,28. No
entanto, também é um grupo com maior chance para o desenvolvimento de depressão,
ansiedade, transtorno de conduta e fobia social29,30,31,32.
Em relação ao desenvolvimento de problemas físico-emocionais, é predominante a
baixa auto-estima, dificuldade de relacionamento, ferimentos acidentais, abuso
físico e sexual. Na maioria das vezes os filhos sofrem com uma interação
familiar negativa e um empobrecimento na solução de problemas, uma vez que estas
famílias são caracterizadas como desorganizadas e disfuncionais33.
Aproximadamente um a cada três dependentes de álcool tem um histórico familiar
de alcoolismo e a probabilidade de separação e divórcio entre casais é aumentada
em 3 vezes quando esta união se dá com um dependente de álcool34.
Fatores como falta de disciplina, falta de intimidade no relacionamento dos pais
e filhos e baixa expectativa dos pais em relação à educação e aspirações dos
filhos também contribuem para o desenvolvimento de problemas emocionais, bem
como o consumo de substâncias psicoativas35.
Estudos sobre violência familiar retratam altas taxas de consumo de álcool e
drogas, sendo que filhos geralmente são as testemunhas da violência entre o
casal e família, e por vezes alvo de abusos físicos e sexuais36,37.
Esta população também está mais freqüentemente envolvida com a polícia e com
problemas legais quando comparados com filhos com ausência de pais dependentes
químicos38.
No que tange as dificuldades escolares, filhos de dependentes de álcool
apresentam menores escores em testes que medem a cognição e habilidades verbais
uma vez que a sua capacidade de expressão geralmente é prejudicada, o que pode
dificultar a performance escolar, em testes de inteligência, empobrecimento nos
relacionamentos e desenvolvimento de problemas comportamentais39,40,32,41.
Este empobrecimento cognitivo em geral se dá pela falta de estimulação no lar,
gerando dificuldades em conceitos abstratos, exigindo que estas crianças tenham
explicações concretas e instruções específicas para acompanhar o andamento da
sala de aula.
Estudo realizado no CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos
de Dependentes Químicos)42, situado na periferia de São Paulo,
detectou que na maioria das famílias o pai é o dependente químico (67%), tendo
como substância de escolha o álcool (75%). 59% dos cônjuges que não eram
dependentes químicos apresentaram risco aumentado para a ocorrência de
transtornos em saúde mental. Nas crianças foi observado timidez e sentimento de
inferioridade; depressão; conflito familiar; carência afetiva e bom nível de
energia que é indicativo de equilíbrio emocional e mental. Nos adolescentes, foi
observado maior índice de problemas em Desordens Psiquiátricas, Sociabilidade,
Sistema Familiar e Lazer/ Recreação.
Apesar de seu
estado de risco, é importante salientar que grande parte dos filhos de
dependentes de álcool é acentuadamente bem ajustada39, e por tal uma
abordagem preventiva de caráter terapêutico e reabilitador pode ser de vital
importância no desenvolvimento saudável de filhos de dependentes químicos.
Tratamento
Inicialmente a disponibilidade dos membros será um fator relevante para um bom encaminhamento, no entanto nem sempre isso é possível. Por isso algumas intervenções que antecedem este processo são favoráveis, como atendimentos individuais às esposas ou pais e/ou intervenções de orientação e suporte. É através do atendimento familiar que os membros passam a receber atenção não só para suas angústias, como também começam a receber informações fundamentais para a melhor compreensão do quadro de dependência química, e conseqüentemente melhora no relacionamento familiar. Uma avaliação familiar pode ser um grande auxiliar no planejamento do tratamento; fornece dados que corroboram com o diagnóstico do dependente químico, bem como funciona como forte indicador do tipo de intervenção mais adequado tanto à família quanto ao dependente.
A American Society of Addiction Medicine propõe três fases para o tratamento de famílias de dependentes químicos, sendo que o nível de intervenção varia de acordo com a meta de tratamento estabelecida, bem como as necessidades da família. A tabela abaixo sumariza os níveis de intervenção familiar de acordo com as fases:
| Fase | Metas | Principal alvo de intervenção |
| Fase I |
1. Trabalhar a negação; 2. Interromper o consumo de substâncias |
Individual |
| Fase II |
1. Prevenir recaídas; 2. Estabilizar a família, melhorando seu funcionamento. |
Família de origem Família de procriação |
| Fase III | 1. Aumentar a intimidade do casal, no plano emocional e sexual. | Casal |
A fase I tem
como objetivo o dependente a atingir a abstinência. Para tal é importante
auxiliar as pessoas a assumir a responsabilidade sobre seus comportamentos e
sentimentos. Por vezes, alguns membros podem ser atendidos conjuntamente,
enfatizando a diminuição da reatividade do impacto de um familiar nos outros. Ao
pensar no modelo de doença, nesta fase é trabalhado o conceito de
co-dependência. No referencial sistêmico, o foco centra-se na esposa definir uma
posição de modo a quebrar o circulo repetitivo do funcionamento familiar e desta
forma, auxiliar o dependente em sua recuperação. O referencial comportamental
trabalha com a perspectiva de visualizar comportamentos do cônjuge que reforcem
o comportamento aditivo, almejando a substituição por comportamentos que
reforcem a sobriedade.
Na fase II, o foco é identificar padrões disfuncionais na família como um todo,
tanto na família de origem, quanto da família de procriação. Nesta fase é
importante retomar rituais familiares e conforme o grau de dificuldade, o
encaminhamento para uma psicoterapia familiar especializada pode ser realizado.
A fase III é definida como uma nova fronteira no tratamento da dependência
química, sendo uma das áreas menos exploradas e talvez uma das mais
controversas. Muito tempo após a cessação do consumo de substâncias, alguns
relacionamentos continuam desgastados. Nesta fase o tratamento tem como meta
aumentar a intimidade do casal e a participação de ambos no processo é
fundamental.
Em termos de modalidades, podemos trabalhar com:
Grupos de
Pares: Nesta modalidade os membros da família são distribuídos em diferentes
grupos de pares: dependentes químicos, pais, mães, irmãos, cônjuges, etc. A
interação entre pares é facilitadora de mudanças uma vez que escutar de um par
não é o mesmo que escutar de um profissional, porque o par passa por situação
semelhante e não é alvo de fantasias e idealizações como o terapeuta.
Grupos de
Multifamiliares: através de um encontro de famílias que compartilham da mesma
problemática, cria-se um novo espaço terapêutico que permite um rico intercâmbio
a partir da solidariedade e ajuda mútua, onde as famílias se convocam para
ajudar a solucionar o problema de uma e de todas, gerando um efeito em rede.
Todas as famílias são participantes e destinatárias de ajuda.
Psicoterapia
de Casal: Casais podem ser atendidos individualmente ou também em grupos, uma
vez que o profissional tenha habilidades para conduzir as sessões sem expor
particularidades que não sejam adequadas ao tema focado.
Psicoterapia Familiar: abordagem mais especializada segundo um referencial teórico de escolha do profissional para a compreensão do padrão familiar e intervenção. Nesta modalidade se reúne a família e o dependente químico.
Vale ressaltar
que a diversidade do atendimento familiar também se refere ao processo, havendo
diferenças entre as famílias que recebem psicoterapia familiar, daquelas que
esporadicamente são atendidas dentro do tratamento do dependente químico.
Conforme a modalidade adotada, é possível conciliar sessões abertas com sessões
dirigidas, tanto em grupo quanto individual, com ou sem a presença do
dependente, desde que acordado previamente entre as partes.
Considerações Finais
Muitos fatores
de diversas etiologias contribuem para o desenvolvimento da dependência química,
no entanto, a organização familiar mantém uma posição de saliência no
desenvolvimento e prognóstico do quadro de dependência química. Neste sentido, a
abordagem familiar deve ser considerada como parte integrante do tratamento e um
programa bem sucedido é essencial para um desfecho favorável. Daí a necessidade
de se especificar o tipo de intervenção de acordo com a meta do tratamento e as
necessidades e capacidades da família, evitando adiantar-se a prontidão e
motivação da mesma para a mudança.
Data de publicação: 20/08/2004
Autora
Neliana Buzi
Figlie
Psicóloga, Especialista em Dependência Química, Mestre e doutoranda pelo Depto
de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, Coordenadora do Ambulatório
de Alcoolismo da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), Coordenadora
Geral CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes
Químicos).
Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas)/Programa
Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein
Referências bibliográficas
1. O'Farrel
TJ. Families and alcohol problems: An overview of treatment research. J Fam
Psychology 1992; 5:339-59.
2. Stanton MD, Shadish WR. Outcome, attrition, and family/couples treatment for
drug abuse: a meta-analyses and a review of controlled, comparative studies.
Psycho Bull 1997; 122:170-91.
3. Black C. It will never happen to me! Denver, CO: Medical Administration
Company; 1982.
4. Zweben A, Pearlman S, Li S. A comparison of brief advice and conjoint therapy
in the treatment of alcohol abuse: the results of the Marital Systems study.
Brit J Addict, 1988; 83:899-16.
5. Beattie M. Co-dependent no more. Minneapolis, MN: Hazelden; 1987.
6. Schaef RW, Azrin NH. Community Reinforcement Training for families: a method
to get alcoholics into treatment. In: O'Farrel T J editors. Treating alcohol
problems: Marital and family interventions. New York: Guilford Press; 1986, pp.
34-53.
7. Hands M, Dear G. Co-Dependency: a critical review. Drug Alc Rev 1994;
13:437-45.
8. Harkness D; Cotrell G. The social construction of co-dependency in the
treatment of substance abuse. J Subst Abuse 1997; 14(5): 473-9.
9. Miller KJ. The co-dependency concept: does it offer a solution for the
spouses of alcoholics? J Subst Abuse Treat 1994; 11(4):339-45.
10. O'Farrel TJ. Marital and family therapy. In: Hester R, Miller W editors.
Handbook of alcoholism treatment approaches. 2nd ed. Boston: Allyn & Bacon:
1995, pp.195-20.
11. Bennun I. Two approaches to Family Therapy with Alcoholics: Problem-solving
as Systemic Therapy. J Subst Abuse Treat 1985; 2:19-26.
12. Bereson D. Alcohol and the family system. In: PJ Guerrin (Ed). Family
Therapy: Theory and practice. New York: Gardner Press: 1976, pp.284-96.
13. Keller DS; Galanter M; Weinberg S. Validation of a scale for network therapy:
a technique for systematic use of peer and family support in addition treatment.
Am J Drug Alc Abuse 1997 Feb; 23(1): 115-27.
14. Stanton MD, Todd TC. The family therapy of drug abuse and addiction. New
York: Guilford Press; 1982.
15. Steinglass P. Family therapy with alcoholics: a review. In: Kaufman E,
Kaufman P editors. Family therapy of drug and alcohol abuse. New York: Gardner
Press: 1979, pp. 147-86.
16. Collins RL, Leonard K, Searles JS. Alcohol and the family: research and
clinical perspectives. New York: Guilford Press; 1990.
17. McCrady BS. The family in the change process. In: Miller WR, Heather NH
editors. Treating addictive behaviors: Process of Change. New York: Plenum:
1986, pp.305-18.
18. McCrady BS; Epstein EE. Marital therapy in the treatment of alcoholism. In:
Gurman AS, Jacobson N editors. Clinical handbook of marital therapy. 2nd ed. New
York: Guilford Press: 1995, pp.369-93.
19. Carroll KM, Cooney NL, Donovan DM, Longabaugh RL, Wirtz PW, Connors GJ,
DiClemente CC, Kadden RR, Rounsaville BJ, Zweben A. Internal Validity of Project
MATCH Treatments: Discriminability and Integrity. J Consult Clinic Psychology
1998; 66(2): 290-303.
20. Catalano RF, Gainey RR, Fleming CB, Haggerty KP, Johnson NO. An experimental
intervention with families of substance abusers: one-year follow-up of the focus
on families project. Addiction 1999; (94)2:241-54.
21. Corder BF, Corder RF, Laidlaw ND. An intensive treatment program for
alcoholics and their wives. Quarterly J Stud Alc 1972; 33:1144-46.
22. Nguyen TD, Attkisson CC, Stegner BL. Assessment of patient satisfaction:
Development and refinement of a service evaluation questionnaire. Eval and Prog
Plan 1983; 6:229-314.
23. Noel NE, McCrady BS. Alcohol-focused spouse involvement with behavioral
marital therapy. In: TJ O'Farrell editors. Treating alcohol problems: Marital
and family interventions. New York: Guilford Press: 1993, pp.210-35.
24. O'Farrel TJ, Cutter HSG, Choquette KA, Floyd FJ, Bayog RD. Behavioral
marital therapy for male alcoholics: marital and drinking adjustment during two
years after treatment. Behav Therapy 1992; 23:529-49.
25. Payá R; Figlie N. Abordagem familiar em dependência Química. In:
Aconselhamento em Dependência Química. São Paulo: Roca LTDA (in press 2004).
26. West MO.; Prinz RJ. Parental alcoholism and childhood psychopathology.
Psycholog Bull 1987; 102: 204-218.
27. Merikangas KR; Leckman JF; Prussoff BA; Pauls DL; Weissman MM. Familial
transmission of depression and alcoholism. Archiv Gen Psychiatr 1985; 42;
367-372.
28. Cotton NS. The familial incidence of Alcoholism: A review. J Stud Alcoh
1979; 40: 89-116.
29. Christensen HB; Bilenberg N. Behavioural and emotional problems in child of
alcoholic mothers and fathers. Eur Child Adolesc Psychiatry 2000; 9:219-226.
30. Hill SY; Locke J; Lowers L; Connolly, J. Psychopathology and achievement in
children at high risk for developing alcoholism. J Am Acad Child Adolesc
Psychiatry 1999; 38: 883-891.
31. Kuperman S; Schlosser SS; Lidral J; Reich W. Relationship of child
psychopathologyto parental alcoholism and antisocial personality disorder. J Am
Acad Child Adolesc Psychiatry 1999; 38: 686-692.
32. Furtado EF; Laucht M; Schmidt M. Estudo longitudinal prospectivo sobre risco
de adoecimento psiquiátrico na infância e alcoolismo paterno. Rev Psiq Clin
2002; 29(2): 71-80.
33. Halpern SC. O abuso de substâncias psicoativas: repercussões no sistema
familiar. Pens fam 2002; 3: 120-125.
34. National Association for Children of Alcoholics. Avaiable from URL: www.nacoa.org
35. Leavit, F. Drugs and behavior. London: SAGE; 1995.
36. Groves BM. Children who see too much. Boston, Massachusetts: Beacon Press;
2002.
37. Tilmans-Ostyn E. Novas tendências no tratamento dos maus tratos e do abuso
sexual na família. Pens fam 2001; 3: 30-49.
38. Windle M.; Searles JS. Children of alcoholic: critical perspectives. New
York: The Guilford Press; 1990.
39. Sher KJ. Children of alcoholics: a critical appraisal theory and Research.
Chicago: The University Chicago Press; 1991.
40. Sher KJ. Psychological characteristics of children of alcoholics. Alcoh
Health Res & Res World 1997; 21(3): 247-254.
41. Moss HB; Vanyukov M; Majumder PP.; Kirisci L; Tarter RE. Pre-pubertal sons
of substance abusers: influences of parental and familial substance abuse on
behavioral disposition, IQ, and school achievement. Addict Behav 1995; 20(3):
345-358.
42. Figlie N; Fontes A; Moraes E; Payá R. Filhos de Dependentes Químicos com
fatores de risco bio-psico-sociais: necessitam de um olhar especial? Rev Psiq
Clin 2004; 31(2): 53-62.
(http://www.adroga.casadia.org/codependencia/co-dependencia_tratamento_familia_dependencia.htm)
Para Contato com a Coordenação Geral no Paltalk, acesse: www.espiridigi.net/familia