Francisco Rebouças
Além dos nossos desafetos do plano material, é importante que não nos esqueçamos de que também os temos no outro lado da vida, ou seja na vida espiritual, e que dessa forma, é prudente que desde já busquemos entrar em contato com os nossos irmãos que por qualquer motivo não têm conosco uma boa convivência em nossa atual romagem terrena, para se possível desfazermos os motivos de tais desarmonias e nos guiar pelas instruções do Mestre de Nazaré para que façamos nossos acertos enquanto estamos à caminho com eles, para que não aumentemos ainda mais o número deles no outro lado da vida. É, através da confiança em si e em Deus, que o homem vence seus obstáculos, pois, um indivíduo confiante é capaz de superar com muito maior facilidade os entraves de seu progresso à caminho da felicidade e da paz que o aguarda na morada dos Seres Angelicais. O Dicionário, da língua portuguesa, define o sentido da palavra concentrar como sendo: Fazer convergir a um centro; centralizar; tornar mais denso; não dar expansão a; convergir. Segundo, a mesma fonte, concentrado é o mesmo que: Reunido em um centro; centralizado; absorto; condensado; em que se opera a concentração. Em sua sabedoria de Espírito Puro, Jesus, Modelo e Guia da humanidade, ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Estávamos, eu e um amigo, conversando dia desses sobre o comportamento que devemos demonstrar a quem chega ao nosso ambiente espírita e, por “coincidência”, tínhamos a mesma opinião, que penso ser a da grande maioria de nossos companheiros de ideal espírita, não apenas no ambiente de nossa instituição, mas no movimento espírita em geral de que é, de suma importância, sabermos recepcionar os que chegam nas dependências de nossas casas espíritas geralmente carregando enormes preocupações e variados problemas, ávidos por uma mão amiga estendida em sua direção. Quase que diariamente somos abordados por pessoas que se apresentam como representantes de Jesus Cristo na Terra, que se identificam apenas como “cristãos”, ‘como se os outros não o fossem também’. Com estratégias bastante ousadas e até desrespeitosas nos querem modificar as convicções religiosas de forma instantânea, como se não tivéssemos convicção na eficiência dos postulados espíritas que abraçamos. O homem, habituado às conveniências dos costumes a que se adaptou e conserva em seu mundo íntimo há milênios, crê e descrê com a maior facilidade, isto é, acredita agora para duvidar daqui a pouco. Graças à fé raciocinada que a doutrina espírita nos proporciona, nós seguidores fiéis dos ensinos de Jesus, ratificados pelas obras da codificação tão nobremente elaborada por Allan Kardec, incomparável discípulo do Mestre de Nazaré e confirmadas por outras variadas obras de reconhecido cunho doutrinário, não temos a menor dúvida da existência de Deus nosso Pai, criador de tudo e de todos. Diante da exposição da verdade que os Emissários Celestes nos apresentam, não temos mais desculpas para deixar de meditar e de tirar das lições, o conteúdo salutar de cada ensinamento que nos chega, contendo as luzes necessárias para clarear o caminho que seguimos em nosso processo evolutivo. Torna-se de suma importância entender que a justiça faz parte integrante da Lei Divina e que ninguém estará imune aos seus ditames, isto é, todos nós, algum dia, estaremos sendo chamados à “prestação de contas” para “dar conta de nossa administração”. Assim sendo, precisamos o quanto antes, aprender a desenvolver em nós o senso de justiça para que não tenhamos, mais tarde, problemas a enfrentar diante do tribunal de nossa própria consciência, a cobrar ações dignas de um filho de Deus a caminho da perfeição.
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Pós Graduado em recursos Humanos - Espírita convicto, teve seu aprendizado iniciado na antiga FEERJ, hoje IEBM no início dos anos oitenta.