2008-01-23 Precisão e acurácia: uma visão matemática da unificação

Precisão e acurácia: uma visão matemática da unificação
Pedro da Fonseca Vieira


Por questões históricas enfrentadas pela polarização de alguns espíritas brasileiros, foi lançada a bandeira da unificação do Movimento Espírita no Brasil com a assinatura do Pacto Áureo em 1949. De então até hoje várias iniciativas promovidas por diversas entidades espíritas tiveram por objetivo a busca e fortalecimento da almejada unidade. É proposta aqui uma visão matemática simples visando facilitar a reflexão íntima sobre o engajamento necessário para um esforço coletivo realmente conjunto em prol do Espiritismo.

Em estatística há dois conceitos muito simples que normalmente são confundidos ou tomados um pelo outro indistintamente. A observação atenta deles poderá, entretanto, lançar novo olhar sobre as buscas das Casas Espíritas com relação a seu papel na divulgação espírita em sua região, em seu país, no mundo inteiro.

Precisão é o grau de similaridade de diversas amostras. Se um conjunto de amostras é muito preciso, a distância entre os pontos é pequena. Na figura a seguir, um alvo, há um exemplo de uma amostragem muito precisa.

Algo errado? Parece que sim. Os pontos estão próximos, mas muito longe do centro do alvo, que é chamado, em matemática, “valor verdadeiro”.

Há, aí, outra medida, a acurácia, que mede a distância da média dos pontos ao valor verdadeiro. A figura abaixo mostra um sistema com alta acurácia, embora com baixa precisão.

Ainda algo errado? Aparentemente sim. Onde foi parar a união entre os pontos? Foi sacrificada pela busca da mosca do alvo. Qual seria o melhor dos mundos? Veja a figura a seguir.

Imagine um conjunto de Casas Espíritas, perfeitamente harmonizadas entre si, com princípios e práticas muito próximas, mas distantes da proposta espírita tal qual se encontra nos livros básicos da Codificação Espírita. “Sistema preciso” – diriam alguns. “Pouquíssimo acurado” – argumentariam outros. Ou ainda, “perfeitamente unidas”. Unidas em torno de quê? Qual seria o preço dessa união-precisão?

Imagine agora que, para sair desse cenário, essas Sociedades Espiritistas começassem a se distanciar da média, na direção do “valor verdadeiro” (Allan Kardec). Seriam, certamente, taxadas de separatistas e contrárias à aparente “unificação”. Deveriam prosseguir? Chegariam, em primeiro momento, a uma configuração mais acurada, mas menos precisa, para depois reorganizarem-se e chegarem a um sistema totalmente harmônico – preciso e acurado.

Como se pode ler em Obras Póstumas, Parte II, Capítulo: “Constituição do Espiritismo. Exposição de motivos”, item 2: “Dos cismas”, o Prof. Allan Kardec ligou a unidade da Doutrina Espírita ao conceito matemático de acurácia, ou seja, à convergência em torno de um só “ponto central” – o corpo doutrinário do Espiritismo: “Para se assegurar da unidade no futuro, uma condição é indispensável, é que todas as partes do conjunto da Doutrina sejam determinadas com clareza, sem nada deixar no vago; para isso fizemos de modo que os nossos escritos não possam dar lugar a nenhuma interpretação contraditória, e trataremos que isso seja sempre assim.

Prossigamos na direção da unificação, além da convergência, da coerência doutrinária, e não só estaremos juntos, mas estaremos corretos.



Ex-menina de rua vira empresária em Roma

Rosa Neves não tem saudades do tempo em que trabalhava na praia de Copacabana vendendo cerveja, refrigerante e sanduíche. Também não sente nenhuma falta do período em que morava nas ruas do Rio de Janeiro. André Luiz Rodrigues dos Santos comenta.

Associação Portuguesa de Pedagogia Espírita promove seminário em janeiro

Com o tema "Educar para a Mudança", será realizado no sábado, dia 24/01, das 9h às 18h, o 1º Seminário de Pedagogia Espírita. O local escolhido para o evento é o Auditório Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Clérigo egípcio pede que fiéis rezem menos e trabalhem mais

Excessos na expressão de religiosidade por parte da população egípcia - que afeta a produtividade do país - levou um importante clérigo a recomendar que as pessoas rezem menos e trabalhem mais. José Antonio M. Pereira comenta.