Pedro da Fonseca Vieira
Por questões históricas enfrentadas pela polarização de alguns espíritas brasileiros, foi lançada a bandeira da unificação do Movimento Espírita no Brasil com a assinatura do Pacto Áureo em 1949. De então até hoje várias iniciativas promovidas por diversas entidades espíritas tiveram por objetivo a busca e fortalecimento da almejada unidade. É proposta aqui uma visão matemática simples visando facilitar a reflexão íntima sobre o engajamento necessário para um esforço coletivo realmente conjunto em prol do Espiritismo. O termo animismo não é novo, sempre permeia discussões de estudos mediúnicos nos Centros Espíritas – mas o que é o animismo? É um mal que deve ser combatido – como se ouve vez por outra? Pode ser desenvolvido e ser colocado a serviço do bem? Pode ajudar no exercício mediúnico? A palavra “crise” vem geralmente ligada a uma idéia negativa, destrutiva. Não é essa a única acepção encontrada no Dicionário da Academia Francesa em sua 6ª edição, de 1835, vigente à época da codificação espírita, onde se pode ler: “Momento arriscado ou decisivo de uma atividade”. 2007. 150 anos de Doutrina Espírita. É tempo de comemorações, mas também de reflexões. Estamos preparando o futuro, colocando o Espiritismo a serviço do próximo em termos doutrinários e mediúnicos ou por vezes deixamos que o grupamento espírita reflita idéias pessoais ou estranhas à naturalidade investigativa e sóbria que guiou o nascimento do Espiritismo? A questão a ser levantada é: seria possível que os Espíritos, que se têm utilizado de todas as formas possíveis de contato com o mundo físico desde a Antigüidade, também utilizem a nova instrumentação disponível para a comunicação com o mundo físico?
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Pedro da Fonseca Vieira é expositor e médium espírita. Colabora com o centenário Centro Espírita Cristófilos e com o Centro Espírita Léon Denis, ambos no Rio de Janeiro, além de algumas outras casas.