Breno Henrique de Sousa
Sempre me intrigou o fato de que se o princípio que rege as paixões é falso, por que então ele existe na natureza? Por que permite Deus que nos apaixonemos? Allan Kardec não deixou isso passar despercebido e mais uma vez me surpreendeu. Fenômenos ditos “sobrenaturais”, “paranormais” ou “espirituais” têm sido objeto de estudo de diversos segmentos como a Parapsicologia, a Psicobiofísica e o Espiritismo. Alguns destes segmentos têm utilizado até mesmo instrumentos eletrônicos e recursos estatísticos para realizar suas análises e satisfazer requisitos básicos das ciências clássicas como a reprodutibilidade, a objetividade e a mensurabilidade. Aqui discuto as razões que levam os pesquisadores a tentarem atingir estes requisitos básicos das ciências clássicas e porque é tão difícil atingir estes mesmos requisitos. Era uma vez um povo que vivia em um mar de possibilidades... O Espiritismo não tem uma visão oficial sobre todos os assuntos porque muitos deles surgiram depois da doutrina, mas isso não nos impede de, na condição de estudantes do Espiritismo, traçar paralelos entre a nossa doutrina e qualquer outro conhecimento. Este ensaio abre apenas uma discussão e como todas as coisas que se iniciam, é como uma pedra bruta que precisa ser lapidada pelas réplicas e reflexões de todos os leitores. Os tempos são chegados e a transição é marcada por diversas revoluções outrora anunciadas. Especialistas dos mais respeitáveis setores do conhecimento humano buscam entender a atual conjuntura social e antever suas possíveis conseqüências. Acompanhadas das revoluções sociais estão as revoluções da natureza, desde cataclismos geológicos naturais até as conseqüências dos desmandos do homem sobre o meio ambiente.
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