2010-04-11 Pesquisador argentino testa consciência de pacientes em coma
Pesquisador argentino testa consciência de pacientes em coma
Andres Vera Ele abre os olhos e move os braços, mas não reage às perguntas do médico nem às súplicas de sua família. É um paciente em coma. Antes que a decisão de desligar os aparelhos seja tomada, é preciso resolver um dos grandes enigmas da neurologia: e se ele estiver consciente? O biólogo argentino Tristán Bekinschtein, de 33 anos, e um grupo de pesquisadores franceses criaram um teste simples para responder à pergunta. Publicado no começo de fevereiro na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo conclui que uma combinação específica de sons ativa uma área do cérebro relacionada à cognição. A descoberta é crucial para o tratamento de pessoas em estado de coma. Bekinschtein explicou o motivo nesta entrevista a ÉPOCA.
QUEM É O QUE FEZ O QUE PUBLICOU ÉPOCA – Como é possível detectar a consciência de um paciente em coma? ÉPOCA – Por que outros cientistas não conseguiram chegar ao mesmo resultado na última década? ÉPOCA – Quais são as diferenças entre seu estudo e a escala de Glasgow, que também mede a intensidade do coma? ÉPOCA – Um médico poderia manter ligados os aparelhos de um paciente se soubesse que ele tem consciência? Matéria publicada na Revista Época, em 13 de março de 2009.
Interessante ver como tudo aquilo que pensamos e temos como certo pode ser questionado, substituído por novas verdades, e, de repente, estamos a frente de uma revolução. Interessante notar também que, muitas vezes, os homens que provocam mudanças de tal ordem não obram isoladamente no mundo, mesmo pensando que apenas ele ou sua equipe trabalha com aquela ideia. Neste caso, basta ver a pesquisa(1) das universidades de Cambridge (Inglaterra) e Liège (Bélgica), similares a do argentino Tristán Bekinschtein. Segundo nos dizem os espíritos, isto pode ocorrer porque estes verdadeiros missionários preparam-se no mundo espiritual para trazer novas ideias ao mundo e, então, nascem em lugares diferentes, aparentemente sem conexão. Assim, estas novas ideias encontram menos resistência e alavancam o avanço tecnológico do planeta. Acredito que seja o caso, porque as duas pesquisas chegam à mesma conclusão: os métodos usados atualmente nem sempre identificam se um paciente em coma tem algum nível de consciência. E o mais importante é que estes trabalhos podem ter também a mesma consequência: o fim da eutanásia – atitude prejudicial ao aprendizado do espírito encarnado segundo a Doutrina Espírita(2). Isto porque estes novos métodos identificam que, apesar de ser incapaz de responder a determinados estímulos, um paciente pode ter alguma consciência, o que indica que ainda existe chance de recuperação, e permite até que ele mesmo manifeste sua vontade. Deus abençoe estes homens de ciência!
1) Cientistas conseguem detectar sinais de consciência em cérebro de paciente em coma: 2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA, 112ª edição – Allan Kardec, Cap V, item 28 - Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura? * José Antonio M. Pereira coordena o ESDE e é médium da Casa de Emmanuel, além de integrante da Caravana Fraterna Irmã Scheilla, no Rio de Janeiro. Também é colaborador da equipe do Serviço de Perguntas e Respostas do Espiritismo.net.
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